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Escrevo-te uma carta...
sexta-feira, 6 de abril de 2012 @ 21:10
Abandono neste momento a terra onde nos conhecemos e vou para a terra onde nunca ninguém ouviu falar de ti, a minha. Escrevo-te durante a viagem. E porquê? Estas viagens, estas paisagens, fazem-me pensar e, além disso, acabei de estar contigo.
Passado alguns meses voltei a ver-te e a sentir-te, a ouvir a tua voz, embora seca, a dirigir-se à minha pessoa. Que é feito de ti? Não falas, ou melhor, não me falas. Porquê?
Sabes? Fiquei hesitante quando me perguntaram se queria ver-te de perto. Depois de não me responderes a todas as mensagens de boa sorte e/ou de parabéns tinha medo que nem de me cumprimentar fosses capaz. Se por um ecrã a humilhação já era enorme, acho que cara a cara não iria aguentar, os meus olhos não iriam aguentar. Mas respirei fundo e fui. Precisava de ver com os meus próprios olhos que estavas bem. Já o imaginava, mas precisava de certezas. Afinal, prometi a mim mesma que não deixaria que nada de mal te acontecesse, ou pelo menos ia tentar, tudo dependeria do que me permitisses fazer.
E lá estavas tu. Chateado. Não por me ver, felizmente. Cumprimentaste-me como se fosse uma estranha, ou pior, como se me odiasses. Razões para isso não tens. Os teus olhos transmitiam ódio. Não consegui perceber porquê. Perguntei como estavas e resposta não obtive. Estava para me afastar mas apareceu outro conhecido (nosso). Ao contrário de ti, esse cumprimentou-me com o maior sorriso, falou comigo enquanto tu observavas tudo com ar confuso. As tuas expressões variavam, tanto te mostravas incomodado, como chateado ou baralhado. Não posso conhecer outras pessoas, agora? Pensava que essa "regra" existia apenas quando estava contigo. Agora já não estou, sou livre, sem regras.
Foste aproximando-te já com outro ar, mostravas agora um sorriso, foi a minha vez de ficar duvidosa. Despediste-te, tocaste-me. Desejei-te boa viagem, agradeceste. Mudaste de atitude em segundos depois de me veres com o teu (nosso) amigo. Tento perceber, mas o esforço é em vão. O que te levou a alterar a tua postura de um momento para o outro? Continuo com a mesma opinião sobre ti, és enigmático, e isso continua a atrair-me.
Já estou a chegar ao meu destino. Uma hora e meia de reflexão e não consegui concluir nada sobre ti. Apenas sei que estás bem e isso deixa-me bastante aliviada. Sabes que tenho um carinho especial por ti apesar de tudo o que já me fizeste passar. Estás e estarás para sempre no meu coração. Desejo-te o melhor hoje e sempre.
profile
O meu nome é Joana Lourenço. Sou de Leiria e nasci em mil novecentos e noventa e três, numa segunda onde a lua brilhava crescente no céu. Era dia catorze do mês de Junho quando emiti o meu primeiro som. Como tal encontro-me com vinte anos e como uma adolescente normal tenho os meus sonhos, as minhas ambições, os meus amores e desamores, as minhas alegrias e tristezas. As minhas paixões são a dança e a fotografia, não sei viver sem elas, assim como também não vivo sem os meus amigos e a minha família.
Actualmente encontro-me a estudar na cidade invicta, o meu querido Porto.